7 abr 2017

Bienal Antártica: cibersegurança encontra ciência e arte

Projetos Especiais

Falamos no nosso blog em inglês sobre a viagem de Eugene Kaspersky e mais umas cem pessoas para a Antártica. Bem, nem Eugene, nem nenhum de seus companheiros fazem tal viagem regularmente, por isso não é estranho pensar que há uma boa razão para essa aventura: estamos patrocinando a Bienal Antártica.

O que é a Bienal Antártica? 

A Expedição da Bienal Antártica reúne aproximadamente 100 participantes – artistas, pesquisadores e visionários do mundo inteiro – para explorar e pensar sobre o futuro cultural da Antártica como modelo de outros espaços compartilhados como o Oceano e o Espaço Sideral. Essa empreitada artística começou em Ushuaia, a cidade mais ao sul do planeta.

Alexander Pomomarev, artista, filósofo e líder do projeto acredita que a jornada será uma “revolução que mudará o rumo”. A ideia central é: uma mudança de paradigmas para o campo das artes. Saem os pavilhões de galerias tradicionais e entra a inacessibilidade congelada da Antártica. Abandona-se os apartamentos confortáveis, entram as cabines do navio. O cenário antártico e muita interlocução com pessoas de formação mais técnica também foram previstas.

Cada passageiro do navio pode participar de discussões, sessões de poesia e workshops de filosofia, bem como começar a projetar o futuro no Clube Visionário da Bienal. No entanto, o mais importante é que cada membro da expedição será testemunha ocular e contribuirá para o processo artístico

Por que estamos patrocinando?

A Antártica não parece ser o local mais relevante do mundo no que diz respeito a cibersegurança. Mas acreditamos que pessoas e decisões criativas são as bases na hora de escolher negócios ou projetos que apoiamos. A Bienal da Antártica une as duas coisas. Artistas e cientistas do mundo inteiro se propuseram a realizar as ideias mais desafiadoras, no continente mais remoto da Terra. Os descobrimentos antes giravam em torno da exploração geográfica, mas a jornada de descobertas da Bienal será sobre abrir portas para encontros entre culturas e comunicações, que tem por objetivo influenciar positivamente cooperações internas. Trabalhos conjuntos desenvolvidos por todos os participantes irão mais uma vez se provar que colaboração e coexistência funcionam melhor que tensão é desconfiança.

Eugene Kaspersky ama tanto arte quanto expedições. Não é surpresa ele estar a bordo desse navio.

Na verdade, além do patrocínio, contribuímos para o projeto de forma especial: nossa missão de salvar o mundo inspirou o artista e engenheiro argentino Joaquín Fargas a criar o Glaciator. Ainda, estamos defendendo o mundo de vírus, mas ele terá por alvo alguns muito, muito antigos. Esse robô salvará o mundo comprimindo neve.
Isso soa um pouco estranho? Vamos esclarecer. Desde 2003, vírus foram encontrados em permafrost, uma camada de solo na Antártica que está permanentemente congelada (por isso o nome, frost significa congelado em inglês). O aumento das temperaturas está derretendo o gelo o que pode resultar no reaparecimento de vírus mortais. E parece que todos os vírus causadores de infecções podem descongelar à medida que o mundo esquenta – e, como você deve saber, as temperaturas só estão aumentando.

Então, a Kaspersky está enviando um robô para manter a Terra segura de vírus – dessa vez não no ciberespaço, mas na Antártica. O Glaciator comprime neve à medida que “pisa” nela. O robô é um “firn-maker”. Firn é um estágio intermediário entre neve e gelo. Ele acelera o congelamento. Além disso, por mais que o fato de ser fisicamente desconectada da Internet tornar a Antártica um dos lugares mais seguros da Terra em termos de cibersegurança, nós não correremos esse risco: o Glaciator é protegido por nossos softwares de segurança.

O que vem a seguir?

A Bienal da Antártica acabou de começar – a expedição já zarpou e cruzou o Círculo Antártico. Não é fácil trabalhar em um navio. Ao chegar na Passagem de Drake, no primeiro dia, alguns dos artistas começaram a ficar mareados, por isso o cronograma teve de ser ajustado. Ninguém disse que ia ser fácil, não é mesmo? Mas faz parte da ideia!

O mar está estranhamente calmo, assim temos esperança que a situação irá melhorar quando os participantes entrarem em alto-mar. No dia 20 de março, a expedição cruzou o Círculo Polar Antártico, deparando-se com neblina, vento e tempo muito úmido – além dos primeiros icebergs. Esse também foi o primeiro dia de volta à terra firme e os estômagos perturbados se acalmaram um pouco.

Temos uma longa jornada a frente. O navio irá aportar próximo a diversas ilhas e a tripulação colocará os pés no continente Antártico. Depois disso, o navio seguirá para o Cabo do Chifre, e apenas a partir daí retornará para a Argentina. Claro, os participantes tirarão muitas fotos, portanto, apesar de algumas restrições de conectividade, decidimos transmitir ao vivo a expedição. Você pode acessar aqui.